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Inscrições abertas Coletânea de Poetas Brasileiros 2026

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Se você é poeta e busca uma oportunidade para publicar seus trabalhos, a Editora Persona acaba de abrir as inscrições para a Coletânea de Poetas Contemporâneos 2026. O edital busca reunir vozes da poesia brasileira em uma obra que será lançada tanto em formato físico quanto digital. Abaixo, detalhamos os principais pontos para você preparar sua submissão: Regras de Participação e Inscrição O concurso é voltado para quaisquer poetas brasileiros e possui temática livre. Um dos grandes atrativos é que a inscrição é totalmente gratuita.  * Prazo: As inscrições devem ser realizadas entre 01 de março e 31 de março de 2026.  * Formato: Os poemas devem ser enviados em formato Word, contendo no máximo 35 versos cada.  * Identificação: No início do arquivo, deve constar o título do texto e o nome artístico/de publicação do autor.  * Quantidade: Cada autor pode enviar até 3 poemas. Eles devem estar em arquivos separados, mas anexados em um único e-mail. Caso seja enviado mai...

Leia um trecho do livro "Junin do Barreiras também Pensa e Fala", de Luiz Reis

Leia um trecho do livro "Junin do Barreiras também Pensa e Fala", de Luiz Reis

O escritor Luiz Reis lançou o seu primeiro livro, onde conta a história de um homem simples que vê a sua vida se transformar. Em um processo de autoconhecimento, ele se redescobre como sujeito, ama, perdoa e é feliz. Uma narrativa morre e um homem renasce. Leia um trecho a seguir:

"Tá, vamos lá.

Sábado, 20 de maio de 2023.

 

Take um. É isso mesmo que eu deveria falar? Sei lá. Tô gravando em um celular velho, em um grupo de WhatsApp que só tem uma pessoa: eu.

Vamos lá. Não sei nada do que eu tô fazendo aqui. Só sei que preciso falar com alguém. Falo aqui comigo mesmo, talvez eu seja alguém. Estranho fala consigo mesmo. Esquizofrênico? Não! Estou gravando em um celular e não conversando com a minha própria voz.

Me chamo Pedro. Detesto esse nome: Pedro Alberto Oliveira Jr.

Todo mundo me chama de Junin. Detesto ser chamado de Junin.

Eu nunca me chamei de nada!

Me chamam porque querem alguma coisa de mim, que eu faça alguma coisa pra elas. Nunca pra uma boa. Detesto esse nome porque ele não é meu, é do meu pai.

Que pai...

Me chamam Junin porque eu Nasci da aventura de um violeiro malandreado que passou por aqui uma vez engravidou a minha mãe. Por tolice, esperança ou amor o meu nome acabou por seguir

o dele. Junin. Detesto esse nome, com certeza. Queria pensar em outro nome melhor ou pelo menos diferente desse, não consigo. Não sei porque me importo tanto com isso. O que mais tem nesse mundo é Pedro. Pedro Junior também deve ter um monte e isso realmente não deveria fazer a menor diferença, mas faz. Finjo não saber o porquê. Eu sei. Culpa daquele lá.

O violeiro Pedro Alberto Oliveira, vulgo Pedrinho Sete Cordas Esteve por aqui há algum tempo pra festa da cidade: EXPOSIÇÃO AGROPECUÁRIA DE BOM JESUS. Ficou uma semana trabalhando na festa e tocou O Rei dos Canoeiros de Tião Carreiro uma noite em cima de um caminhão. Conheceu a minha mãe, só até onde o interessava, no dia seguinte subiu no mesmo caminhão que havia cantado e encantado a minha mãe e foi embora. Claro, não antes prometer voltar pra busca-la e levar pra sua fazenda e casar com ela. Nunca voltou. Nem mesmo sei se procurou a minha mãe, se disse a verdade ou se o seu nome era mesmo Pedro. Não sei se teve conhecimento do estado em que deixou a minha mãe ou se mesmo lembrou o nome dela enquanto o caminhão levantava poeira pela estrada de terra. Posso até mesmo ter um irmão em cada parada, em cada canto, nem sei."

ONDE COMPRAR

Disponível em todas plataformas digitais como Google Livros e Amazon.

SOBRE O AUTOR

Luiz Reis é escritor em tempo integral e zelador escolar nas horas vagas, vive em Seropédica: uma pequenina cidade do interior do Rio de Janeiro. De lá observa a vida do homem do campo, do trabalhador braçal, das periferias das cidades pequenas, ele também é esse homem simples. Cursou Ciências Sociais na UFRRJ e através de seu olhar critico conta histórias que podem muito bem ter sido vividas por qualquer um ou por todo mundo. Adora uma boa história, uma boa fofoca um causo bem contado. Siga o autor no Instagram: https://www.instagram.com/l_uizreis/

Por Maximiliano da Rosa

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