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Inscrições abertas Coletânea de Poetas Brasileiros 2026

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Se você é poeta e busca uma oportunidade para publicar seus trabalhos, a Editora Persona acaba de abrir as inscrições para a Coletânea de Poetas Contemporâneos 2026. O edital busca reunir vozes da poesia brasileira em uma obra que será lançada tanto em formato físico quanto digital. Abaixo, detalhamos os principais pontos para você preparar sua submissão: Regras de Participação e Inscrição O concurso é voltado para quaisquer poetas brasileiros e possui temática livre. Um dos grandes atrativos é que a inscrição é totalmente gratuita.  * Prazo: As inscrições devem ser realizadas entre 01 de março e 31 de março de 2026.  * Formato: Os poemas devem ser enviados em formato Word, contendo no máximo 35 versos cada.  * Identificação: No início do arquivo, deve constar o título do texto e o nome artístico/de publicação do autor.  * Quantidade: Cada autor pode enviar até 3 poemas. Eles devem estar em arquivos separados, mas anexados em um único e-mail. Caso seja enviado mai...

1979, livro de Airton Uchoa Neto

1979, livro de Airton Uchoa Neto

1979 é o primeiro livro de poesia de Airton Uchoa Neto, autor do romance Crônica da província em chamas (2012). As poesias dialogam com uma Fortaleza antiga, nostálgica, mas ao mesmo tempo sombria e misteriosa. A partir do poemas de abertura, "O livro da amarela luz", o autor chegou a fazer um curta-metragem caseiro disponível no YouTube.  O livro está em campanha de financiamento coletivo, que pode ser acessado no link: https://benfeitoria.com/projeto/1979

Confira 3 poemas presentes no livro 

O vermelho da luz vermelha se acendeu sem eu

Precisar ter uma só lâmpada da cor, pois era nos quartos 

Secretos da mente. Era sempre nos quartos secretos

Da mente, eu pensava, até que a mente invadiu tudo, 

Como se a luz contida pudesse se derramar da lâmpada 

Quebrada e inundar tudo. O mundo era vermelho 

Sob a luz vermelha, a rua e a noite era vermelha 

Sob a luz vermelha. A vid’ era vermelha 

Sob a luz vermelha. Só eu que era um jarro inteiro e tímido, 

Com medo, ainda, da queda e do estilhaço. A tesoura,

Ao mesmo tempo erótica e o avesso de erótica,

De repente pareceu um objeto misterioso

De funcionamento misterioso.

...

Quem me dera conhecer no corpo vivo 

Os pontos vegetais em que já não corre seiva, a parte da planta que não dói.

Se não posso ser planta, quem me dera,

Ser um curioso animal só de unhas e cabelo.

...

Os caules internos, numerosos,

Que me tornam sozinho uma floresta inteira.

Os caules ocultos, intrincados, 

Mapeados no caderno de anatomia 

Onde homens e mulheres serenos e sem pele

Celebram a tranquilidade científica da última nudez.

Sobre o autor

Airton Uchoa Neto é Mestre em Literatura Comparada pela UFC. Autor do romance Crônica da província em chamas (2012) e codiretor, em parceria com André Moura Lopes, do curta-metragem O isolamento social do homônimo Quintino Cunha e seu lento metabolismo (2021). Participante esporádico de revistas, antologias e coletâneas literárias. Colaborador fixo da revista eletrônica Segunda Opinião. Revisor constante de traduções para a Biblioteca Pannonica (Consulado Geral Honorário da Hungria no Paraná), dedicada à divulgação da cultural e literatura húngaras em língua portuguesa. Atualmente é professor substituto de língua portuguesa na rede de ensino municipal da cidade de Fortaleza, onde nasceu e vive.

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