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Inscrições abertas Coletânea de Poetas Brasileiros 2026

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Se você é poeta e busca uma oportunidade para publicar seus trabalhos, a Editora Persona acaba de abrir as inscrições para a Coletânea de Poetas Contemporâneos 2026. O edital busca reunir vozes da poesia brasileira em uma obra que será lançada tanto em formato físico quanto digital. Abaixo, detalhamos os principais pontos para você preparar sua submissão: Regras de Participação e Inscrição O concurso é voltado para quaisquer poetas brasileiros e possui temática livre. Um dos grandes atrativos é que a inscrição é totalmente gratuita.  * Prazo: As inscrições devem ser realizadas entre 01 de março e 31 de março de 2026.  * Formato: Os poemas devem ser enviados em formato Word, contendo no máximo 35 versos cada.  * Identificação: No início do arquivo, deve constar o título do texto e o nome artístico/de publicação do autor.  * Quantidade: Cada autor pode enviar até 3 poemas. Eles devem estar em arquivos separados, mas anexados em um único e-mail. Caso seja enviado mai...

Théo, O !Poeta!

Foto: Cassiano Ariel

Por Everton Cidade

Guilherme Théo é dos poetas transcendentes. Fisicamente parece um Verlaine mais novo e bonito. Briga com o mundo e faz as pazes. Briga consigo e segue brigando. Seus poemas são corrosivos. Seus temas são os temas sagrados do ocidente: Vício. Amor. Loucura. O que mais me encanta nos poemas iluminadores do Théo é o total desdém consigo mesmo. O escárnio que guarda para sua persona. É bonito e útil. 

Podemos todos nos ver em suas histórias doloridas e tragicômicas. Veja: as histórias são sérias e de cortar o coração mas o poeta consegue tirar graça disso. Entre fluxos de consciência Henry Miller, arroubos de Artaud, chaves Leminski e elegância tipo Angélica Freitas, Guilherme Théo faz o seu profundo das profundezas ser a melhor poesia psicológica  psicodélica para a gente.

Théo publica sua poesia em seus fanzines. Em breve será lançado mais um.

Um poema de Guilherme Theo

a arma de condão
com enormes olhos de luz
que monstros todos enxergam
puxa uma faca de seu coração
e se move como um robô do século passado
mata monstros um a um
então retorna ao seu posto
suas luzes apagam
só acendem quando nova vítima
pisar sua casa.
a casa das bonecas de dias contados.
3 cômodos enfeitados
e segurança mágica-robótica automatizada.
elas descansam seus poderes
e adiam casamentos.
a matriarca odeia atrasos,
diz que vai embora e diz
que vai morar no mato.
ela diz que ama nós todos
e nos perdoa quando agimos como monstros.

Sobre o autor

Everton Cidade é músico e escritor. 

Tem 5 livros publicados. 

O mais recente é COHAB GOYA (Editora Folheando) e está em campanha de pré-venda de seu livro Poemas Neon pela Taup. Clique no link a seguir para conferir e apoiar: https://benfeitoria.com/projeto/poemasneondeevertoncidade

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