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Inscrições abertas Coletânea de Poetas Brasileiros 2026

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Se você é poeta e busca uma oportunidade para publicar seus trabalhos, a Editora Persona acaba de abrir as inscrições para a Coletânea de Poetas Contemporâneos 2026. O edital busca reunir vozes da poesia brasileira em uma obra que será lançada tanto em formato físico quanto digital. Abaixo, detalhamos os principais pontos para você preparar sua submissão: Regras de Participação e Inscrição O concurso é voltado para quaisquer poetas brasileiros e possui temática livre. Um dos grandes atrativos é que a inscrição é totalmente gratuita.  * Prazo: As inscrições devem ser realizadas entre 01 de março e 31 de março de 2026.  * Formato: Os poemas devem ser enviados em formato Word, contendo no máximo 35 versos cada.  * Identificação: No início do arquivo, deve constar o título do texto e o nome artístico/de publicação do autor.  * Quantidade: Cada autor pode enviar até 3 poemas. Eles devem estar em arquivos separados, mas anexados em um único e-mail. Caso seja enviado mai...

Rimbaud e nós - Por Everton Cidade

Rimbaud e nós - Por Everton Cidade

Demorei para ler os poemas de Rimbaud completos. Na biblioteca da minha cidade não havia livros de sua poesia ou prosa. Mas havia duas biografias. E nelas alguns poemas. E nesse pouquinho das letras dele fui arrebatado. 

Mas também o fui pela hipérbole de sua vida filme. Rimbaud (que assim como Patti Smith, erroneamente chamei no principio de Rimbaud) me pegou pelas ancas. Nele começa a trajetória do punk. Do andarilho. Do viva intensamente aguente as consequências. As primeiras citações sobre  Rimbaud que captei foram de artistas pop como Jim Morrisson, Echo And The Bunnymen e Cazuza.

Eu tinha 16 anos. Anos 1980.

Eu imaginava, pelo pouco que tinha lido nas biografias , os poemas de Rimbaud. E isso moldou minha escrita. Moldou minha juventude. Queria pecar e errar como ele. Estar à deriva. Quando imaturos e inexperientes só vemos o glamour das tragédias , da solidão e da fome. Não pensamos nas dores e nem mesmo no mau cheiro do mundo. Eu segui forcei a barra para  ter experiências semelhantes e algumas consequências me acompanham mesmo hoje aos 50 anos.

Quando consegui meu primeiro Livro do Rimbaud — quão diferente dos poemas que eu imaginava, tão melhor! — tradução de Lêdo Ivo.

Recebi minha tábua de esmeraldas.

E se às vezes , relendo suas obras o acho apenas um menino mimado raivoso ou uma criatura alien, é muito mais pelo meu humor do que pelos escritos.

Rimbaud é. E está no éter.

Sobre o autor

Everton Cidade é músico e escritor.

Tem 5 livros publicados. 

O mais recente é COHAB GOYA (Editora Folheando) e está em campanha de pré-venda de seu livro Poemas Neon pela Taup. Clique no link a seguir para conferir e apoiar: https://benfeitoria.com/projeto/poemasneondeevertoncidade

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